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Há algum tempo, eu e Renan estávamos ”namorando” essa cachoeira pela internet. Conseguimos ter um tempo para finalmente explorar essa impressionante queda da água de 218 metros e que com certeza é uma das maiores e mais belas do nosso estado.

Cachoeira do Rio dos Bugres, 218m.

Em casa, organizamos nossa mochila com lanche para o dia, água, kit primeiros socorros, bloqueador solar, repelente, papel  higiênico, sacolinha para o lixo,  anorak impermeável, o celular com o mapa já baixado offline e a go pro.  Fomos com roupas confortáveis de trilha com tecido dryfit e secagem rapida, boné, óculos e as nossas botas de ”galocha” BASPAN.

Saímos de Alfredo Wagner às 8h da manhã e seguimos pela 282, rumo a Urubici.  No centro pegamos à esquerda, mesma direção onde vai para Serra do Corvo Branco. O início da trilha fica à 23 km  do centro.

Deixamos o carro  próximo à 2 pontes, onde é o início da caminhada.  Começamos a trilha às 9h  acompanhando o vale do Rio dos Bugres. O percurso se dá primeiramente pelo lado de um milharal e em seguida pastos abertos de araucárias, algumas passagens de cerca e logo adentramos à mata nativa. O caminho a partir daí fica muito mais bonito e temos de cruzar o rio algumas vezes.  É importante ter muito cuidado com as pedras lisas.

Ok, eu sei que sou um pouco desajeitada para passar o rio, mas pelo menos eu não caio, rsrs.

Mas adiante, os raros xaxins se destacam pelo caminho, tornando ainda mais majestoso junto à diversidade do ecossistema.  Passamos por área de apiário, com muito cuidado, rápido  e sem barulho.

Foram cerca de 6 km até o objetivo. Com certeza, muito refrescante e recompensador. Confira o vídeo da minha reação ao chegar nela>

Só estando lá para sentir a energia desse lugar.  E pensar que essas águas se originam lá do Campo dos Padres recortando esses imensos paredões rochosos e vegetação intocada, é sensacional! É curioso ver sua queda em baixo, é como se a água dançasse conforme o vento por causa do vazio da gruta, realmente espetacular.

Preciso dizer alguma coisa…. tão natural e tão bela!

Paramos para lanchar, nos hidratar e contemplar a paisagem.  Retornamos pelo mesmo caminho, foram cerca de 12 km ao total e 200m de ascensão aculudada.  O percurso é de trilha molhada,  feito por leito de rio, por pedras e é considerada de nível moderado.

Chegamos ao objetivo, felizes e com fome! rsrs

 

Outra curiosidade é que o nome ”Rio dos Bugres” se deu porque diziam que próximo ao vale viveram os índios Kaigang.

Essa caminhada não é tã0 conhecida e por isso se torna mais especial para nós, pois, gostamos de lugares inóspitos, com mínimo impacto, podendo assim curtir e apreciar a paisagem com tranquilidade!

Existem 2 caminhos para se chegar na Cachoeira, na parte alta, o acesso pode ser feito a pé de bike ou 4×4 . E por baixo, somente caminhada a pé.

Chegamos ao carro por volta de 13h, com as energias renovadas.

Pra quem tem vontade de conhecer, é importante saber que essa trilha não é auto guiada e precisa ter experiência com aquatrekkings, navegação e orientação em mapas. O mais indicado é contratar um guia, que vai te instruir e tornar o seu caminho mais seguro.  É importante também antes de chegar lá, entrar em contato com proprietário das terras Heitor e pagar a taxa de acesso!

Foi a partir desse vídeo de Anders Duarte da Empresa Photographic  que ficamos mais empolgados em conhecer esse local:

Mais um destino riscado da lista de desejos do Casal na Montanha!

Até a próxima aventura!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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