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Nossa Jornada continuou em Yanama, após finalizar o difícil Trekking de Choquequirao .

Estávamos num Camping de uma família simples e acolhedora em Yanama, cerca de 70 km de Santa Teresa. É a cidade mais próxima de Machu Picchu e o máximo que se consegue chegar é a pé, usando o transporte público ou taxi que é raro de encontrar.

O Camping com banho quente, jantar, e algumas compras na venda da família nos custou 75 soles.

Logo cedo já estávamos prontos para esperar o ”Colectivo” que geralmente passa 1 vez no dia as 6:30 da manhã. Deu 8h e nada do transporte. Estávamos cansados de esperar quando de repente aparece um caminhão de entregas às 9h. Conversamos com os vendedores, sobre  possível uma carona e prontamente eles disseram que sim. Pagamos 30 soles para a viagem.

Esse foi o trajeto que fizemos de carona com a distribuidora:

2 vezes por semana esse caminhão de vendas faz o mesmo trajeto parando nas comunidades para vender suprimentos. É  muito comum ver as ”cholitas” tipicas do Peru se comunicando  em ”quechua”.

Por 30 soles/pessoa esta foi nossa condução a Santa Tereza

 

 

No passo a 4.700m entre Yanama e Santa Teresa

O trajeto percorrido semanalmente  é de  70km de estrada de chão e ingrimes subidas e descidas. Por conta das paradas a viajem se torna mais longa que o normal!
Há pessoas que fazem este trajeto a Pé, fazendo a travessia Choquequirao -> Machu Pichu, mas como era por estradas e não tínhamos tempo suficiente, optamos por tentar esta carona, que foi a escolha certa. Chegamos a Santa Teresa por volta das 16:30h da Tarde. Como queríamos ganhar tempo, optamos por já ir atrás de um taxi para nos levar até a Hidroelétrica.

Sr. José nos disse que deveríamos pagar no max 10 soles por pessoa neste trajeto,  e para ficarmos espertos pois os taxistas cobram mais caro de estrangeiros. Não deu outra, queriam nos cobrar 30 soles por este percurso, falamos que só tínhamos 10 soles e o taxista aceitou!
Esta é a rota que fizemos em Taxi de Santa Tereza a Hidrelétrica. ->

Chegando na usina Hidroelétrica iniciamos a parte de caminhada.

Durante o percurso a vegetação subtropical se intensificava já que a cidade encontra-se próxima da Amazônia peruana.

Foram mais de 10 km caminhando no final da tarde e a noite, ao lado do trilho do trem até chegarmos à cidade de AGUAS CALIENTES, base para visitar Machu Picchu!

Este foi o trajeto que fizemos caminhando, lembre-se de sempre estar atento, nunca caminhe pelo trilho do trem.

Detalhe, chegamos a Águas Calientes as 20h sem NENHUMA reserva, seja de hotel, trilha. ( Não recomendado fazer, o certo é se planejar antes para não passar por perrengues, tivemos sorte pois estávamos fora da temporada!)

Não sabíamos se iriamos acampar ou ficar em Hostel, tudo iria depender do valor da hospedagem por lá, pois por se tratar de uma cidade extremamente turística tudo é mais caro.

Conseguimos hospedagem para nós dois por 70 soles em quartos compartilhados, bem na entrada da cidade. Como já era noite e estávamos cansados não pesquisamos muito. Fomos logo tomar um banho e comer. Deixamos nossa mochila no quarto em um armário trancado
para sair e dar uma voltinha noturna por Águas Calientes.

Estátua do Imperador Inca Pachacutec

Ficamos impressionados com toda a instrutura que foi levantada em meio ao vale e as grandes formações de pedra e intensa vegetação. O local sobrevive unicamente do turismo de Machu Picchu. Realmente Águas Calientes é uma cidade pitoresca e muito bonita rodeada por montanhas.

Fomos dormir cedo pois estávamos muito cansados e pretendíamos subir a Machu Pichu no dia seguinte.

NOS PREPARANDO PARA A AVENTURA

Acordamos cedo e fomos   fazer um reconhecimento caminhando pelo centro. Ficamos encantados com a vista das grandes formações rochosas que se destacavam em volta da cidade.

Na praça descobrimos que o local para comprar o Boleto de acesso para ir a Machu Pichu só abriria a partir das 9:30h e os ingressos para o período da manhã já tinham esgotado. Enquanto Vanessa aguardava na fila, eu consegui um caixa eletrônico para fazer um saque. Os ingressos custam 152 soles por pessoa. A Vanessa como tinha carteira de estudante pagou metade.

Compramos os ingressos, um lanche e seguimos caminhando pela trilha para chegar a entrada de Machu Picchu! No caminho, pegamos neblina e garoa por cerca de 1 hora.

ÁGUAS CALIENTES ATÉ MACHU PICCHU

O primeiro trecho é pela ferrovia, até chegar numa ponte, onde logo no inicio tem guardas que conferem se o seu ticket de acesso, se está OK para o período que foi comprado. A partir dali realmente começa uma escadaria de pedras em meio a mata, numa subida forte, que vai até a portaria de Machu Pichu.

Chegando lá nos espantamos com a quantidade de turistas, que subiam e desciam com os ônibus oficiais. Na época de alta temporada passam até 3.000 pessoas/dia neste local.

Entrando na área sagrada de Machu Pichu

E finalmente chegou a nossa vez de conhecer a famosa cidade perdida dos incas!

CONHECENDO O SÍTIO ARQUEOLÓGICO

Após passar 5 ou 6 dias em Choquequirao quase sozinhos, num trekking auto-suficiente, chegar em Machu Pichu e encontrar esta grande quantidade de pessoas nos assustou!

Resolvemos logo de cara seguir na direção contraria da maioria das pessoas e fomos caminhar até o alto do templo do Sol, para curtir com mais privacidade à cidade dos Incas.

Calçada de Pedra rumo ao Templo do Sol

O templo do sol, é a porta de entrada de quem vem a Machu Picchu pela conhecida “TRILHA INCA” que dura entre 2 a 5 dias.

O que impressiona é a perfeição. O incidir dos raios solares tornando tudo muito exato. Como que naquela época, a possibilidade de se construir sítios que se tornariam ícones para a posterioridade ?  É tudo muito bem pensado, do encaixe ao polimento, é como se não houvesse pressa para a conclusão dos trabalhos..  O Templo do Sol tem uma janela que se alinha perfeitamente com o solstício de verão.

A cidade de rocha está em uma altitude de 2.350m, no colo de uma montanha ladeada por declives rumo ao vale Urubamba abaixo. Machu Picchu escapou de ser saqueada porque os espanhóis nunca o encontraram, foi apenas abandonada e invadida pela natureza. O incrível trabalho em pedra sobreviveu ao tempo, mas sua função ainda é incerta. Especula-se que era um local de culto, centro de astronomia e civilização do nono imperador inca, Pachacútec.

Machu Picchu

POTENCIAL TURÍSTICO

Em toda parte encontrávamos guias de turismo conduzindo grupos vindos de todo as partes do planeta à conhecer uma das 7 maravilhas do mundo, a quarta maior obra da humanidade, Machu Picchu. Antes mesmo de entrar, alguns guias vieram conversar com a gente para tentar vender seu serviço, nos arrependemos de não ter contratado na hora, pois eram apenas 40 soles por pessoa. (Vale muito a pena). Durante o caminho prestamos atenção em alguns momentos  em guias que falavam espanhol e realmente se torna bem mais interessante conhecer toda a história, além de valorizar esse profissional te faz mergulhar de cabeça na história e te leva à diversas reflexões.

 

 

Depois de uma tarde de muita caminhada, conhecendo cada cantinho desta riqueza milenar, voltamos pela trilha, felizes com o sucesso de nossa ultima aventura no Peru. À noite fomos em uma pizzaria comemorar a nossa trip que enfim estava acabando.

BAD VIBE

Na volta para o hostel, eu Vanessa passei numa padaria para comer algo doce, pedi um croassant de banana com canela que custou 8 soles. Fomos dormir, pois no dia seguinte retornaríamos caminhando até a hidroelétrica.

Logo pela manhã no que eu acordei, senti dores abdominais intensas e não demorou muito para descobrirmos que eu estava com uma séria intoxicação alimentar.  Não tinha como sair do hostel, fomos obrigado a pagar mais uma diária e ficar por ali. Eu fiquei muito fraca. Tomei uns remédios e meu dia foi da cama para o banheiro apenas. Ouvi um hospede ao lado também passando mal, descobrimos que ele  havia comido na mesma padaria. A dona do hostel nos informou que é muito comum pessoas que comem nesse estabelecimento passarem mal, pois muito dos alimentos vendidos já são vencidos. A fiscalização da vigilância sanitária é muito rara. 🙁

O barato que custou caro. Por isso muito cuidado com o local/ambiente a ser escolhido para comer. Se possível prefira comprar no mercado e cozinhar no hostel, é mais seguro.

SOBRE A ALTITUDE

Como estávamos anteriormente caminhando nos andes peruanos numa altitude média de 4000m,  sentíamos-nos bem aclimatados e durante nosso trekking Choquequirao chegamos a um passo de montanha com 3,137m e sentimos apenas muito cansaço devido a mochila e as subidas ingrimes. Machu Picchu encontra-se a 2430m e para nós,  o mal da altitude não nos afetou. Mas claro se você for direto para Cusco, é inevitável passar mal, mas com alguns cuidados você não passa tão mal assim. Como por exemplo: caminhar num ritmo lento; respirar profundamente; hidratar-se bem; tomar chá de coca. E existem remédios para o mal da altitude, mas é importante ir a um medico antes para conferir se você realmente pode tomar.

 

COMO CHEGAR: TRILHA,TRAVESSIA, TREM E ÔNIBUS

Machu Picchu rodeada de montanhas

 

Eu e o Renan viemos de Choquequirao para  Yanama a pé. De lá pegamos carona até Santa Tereza. Tem a opção de fazer o caminho todo a pé, por cerca de 9 dias e acredito que seja o trajeto mais longo e desafiador caminhando para se chegar em Machu Picchu.

Tem a opção também de 3 à 4 dias, fazendo a trilha inca e a trilha de Salkantay. Para quem gosta de um desafio, essas são as opções.

Tem um jeito mais fácil e mais caro, pegando trem de Cusco a Ollantaytambo. De lá se pega outro trem para chegar a Águas Calientes.

Nós chegamos na Hidrelétrica caminhamos até Aguas Calientes, nos hospedamos e no outro dia com os ingressos do parque comprados, subimos caminhando até o sítio arqueológico. (opção mais barata)

Tem a opção de pegar um ônibus logo pela manhã que sobe a Machu Picchu, que custa 60 soles por pessoa. É importante acordar super cedo pois a fila ali pelas 8h já é kilometrica.

 

Civilização perdida dos incas encanta pela sua organização e dimensão.

 

Um dia de muitas energias

 

É muito comum ver as lhamas andando pelo parque e posando para as fotos com os turistas.
É muito comum ver as llamas dentro do parque fazendo pose para as fotos junto aos turistas.

Quando ir?

A melhor época para viajar a Machu Picchu é de maio a setembro, pois o índice pluviométrico é bem baixo, tornando janelas de condições perfeitas à paisagem.

 

No dia seguinte eu já me sentia um pouco melhor.  E como não tínhamos  mais  tempo e nem dinheiro retornamos a Santa Tereza, pois também em poucos dias seria o nosso vôo de volta ao Brasil. Colocamos a mochila nas costas e retornamos para a hidroelétrica. Ficamos mais um dia em Santa Tereza para aproveitar os banhos thermais e relaxar e também me recuperar um pouco mais da intoxicação. Mais um agrave foi os insetos maruins que atacaram a gente e mesmo passando o repelente, a coceira foi intensa.

Aguas Termales Cocalmayo de Santa Teresa

Ficamos hospedados em um hotel naquela noite e no dia seguinte retornamos a Cusco para voltar ao nosso querido Brasil, que já estávamos com saudade! É muito bom viajar, mas é muito bom estar em casa também! Uma grande aventura durante 43 dias conhecendo o norte e o sul do Peru! Já estávamos tão acostumados que chegamos no Brasil falando em espanhol! rsrs Quase que não viramos peruanos?

Gostamos tanto desse lugar que em julho tem mais aventuras por lá….. AGUARDEM!

 

 

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