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Testamos a bolsa Operator 3 em um hiking super bacana

Confira a postagem original aqui

Nos inscrevemos para um treking em Alfredo Wagner com os Guias do Casal na Montanha e foi 2 dias de muitas paisagens deslumbrantes

Adoro a vida ao ar livre e o ar da montanha. Essas coisas me recarregam as energias desse mundo civilizado porém cheio de demandas que muitas das vezes não conseguimos atender. Isso consome um pouco e a maneira de recarregar, é vivendo uns dias sem celular e outros objetos que tiram a nossa atenção.

Um dos lugares mais lindo de Santa Catarina para mim é a serra. Boa energia, lindas paisagens e boa comida. Claro, comida não pode faltar né.
Resolvemos que queríamos conhecer outra parte da serra já que a cidade de Urubici sempre é nosso destino. Para isso precisamos encontrar bons guias e com experiencia, já que se aventurar em locais onde o tempo vira de uma hora pra outra e a chance de dar errado pode ser imensa.
Encontramos o Casal na Montanha em um post no Facebook e começamos a acompanhar de perto as postagens, entramos no grupo de whatsApp. Escolhemos um dos percursos que nos atraiu devido a data e começamos a preparar o equipamento.
A missão era chegar a Famosa Pedra Branca  à 1.665 metros do nível do mar e dali fazer um hiking para outros pontos como o Pinheiro de Pedra.
Nossa ideia era aproveitar a caminhada e testar alguns produtos como mochilas de 2 dias e as bolsas de ataque. Levei até mais material do que realmente iria precisar no intuito de criar uma situação de extremo e deu certo.
Montei para mim uma Mochila Recon para levar os materiais mais pesados e de volume, como saco de dormir, barraca, isolante térmico, roupas, água e demais itens. Ela se comportou no geral bem mas devido ao peso desnecessário como uma garrafa de água Stanley de 1 Lt com a bolsa que anexei do lado e a Cafeteira também com a bolsa que anexei do outro lado, deixaram ela pesada demais para o trajeto.
Além disso coloquei a bolsa com jogo de panelas de 10 peças na parte que pode ser retirada.
Por baixo dessa parte que pode ser retirada, acondicionei o saco de dormir, o isolante térmico e a barraca para duas pessoas.
A mochila ficou de certa forma confortável e aguentou bem a subida de 5km com 76 curvas e degraus. Aguentou até mais que minhas pernas que a panturrilha estava pedindo socorro quando terminei o trajeto. Senti uma pressão do peitoral pois não ajustei direito e o costado por não ser tão rígido, deixou a alça um pouco afastada. Isso aconteceu devido ao peso extra que coloquei e que não era necessário como disse das garrafas e das panelas. Tirei meu centro de gravidade e isso com certeza dificultou um pouco. Na volta reajustei os materiais e foi infinitamente melhor.
No geral, diria que a mochila suporta uma caminhada de 2 dias e que adequando os materiais que realmente se precisa, ela irá se comportar muito bem. Se você quer levar mais peso, existem as cargueiras e um bom cinto de barrigueira fará toda a diferença.
No mais se você vai utilizar ela no dia a dia, terá um bom espaço com conforto.
Levei um cinto Fenrir 2 com uma pochete EDC anexada como kit IFAK. Na linha de cintura não tive problema já que o cinto se ajusta perfeitamente e ainda me deixou com uma área para anexar um mosquetão D e levar as luvas penduradas.
Nossa missão era chegar ao chamado Facão e montar acampamento e dali visitar outros pontos maravilhosos como nossos guias Vanessa e Renan do Casal na Montanha iam nos enchendo de expectativas pelo caminho contando histórias da região e de como a trilha foi formada.
Tivemos até a honra de ouvir um poema escrito por eles sobre a região.
Para o ataque a esse pontos, escolhi a Bolsa Operator 3 que se mostrou fantástica. Levei nela o que precisava como maquina fotográfica e lanche. Como ela fica transversal, não me atrapalhou nem na subida com a mochila das costas nem no ataque aos pontos onde as trilhas são mais fechadas e com charcos para serem ultrapassados.
Tive acesso fácil aos equipamentos e sobrou espaço dentro dela para levar outras coisas.
Giza, minha companheira de caminhada, resolveu testar a Mochila Operator V1 nessa trilha. Colocou do lado de fora sob a aba um saco de dormir e um isolante já que a barraca estava sendo carregada por mim. No interior levou roupas extras de frio e toda a alimentação que iriamos consumir.
Da mesma forma, essa mochila se mostrou adequada para caminhada curtas de 1 a 2 dias no máximo. teria espaço ainda para colocar a barraca se você for acampar sozinho. Recomendaria usar essa mochila para campamentos onde nãos seja necessário levar muita roupa de frio se você tiver que levar tudo e não tenha ninguém para dividir a carga. O espaço é suficiente para levar roupa e comida para 2 dias.
A alça é confortável e dá um bom suporte para o peso que se esta levando. O peitoral também ajuda e muito para que elas não se desloquem na caminhada mais longa.
Para a bolsa de ataque, Giza escolheu a Bolsa Operator I.  Ela teve alguns problemas em carregar uma bolsa lateral com mochila em uma subida de 5 km pois essa bolsa tendia a vir pra frente e como estava baixa ficava desconfortável para ela. A solução seria encurtar a alça e deixar mais presa ao peito.
Ela levou nessa bolsa, um kit de higiene pessoal e o restante da alimentação como barras de cereal e castanhas.
Cada equipamento tem seus prós e contras e deve ser testado por você e de forma gradual. Tenha sua própria opinião sobre o que vai usar e onde vai usar.

Estar preparado para o trajeto que você pretende enfrentar também é fundamental. As vezes sentimos desgastes físico e achamos que a culpa é do equipamento que estamos usando mesmo ele estando bem acondicionado. A carga que você se dispõe a levar deve ser suportada por todo o caminho e não só na hora de colocar a mochila. Tenha em mente a distância que irá percorrer e a dificuldade de cada trilha. Por isso é importante ter um guia para essas atividades. O Casal na Montanha nos deixou sempre a par do que seria essencial de se levar. O resto é para seu conforto pessoal.

MENOS É MAIS

Como bolsa de ataque, a Operator I se mostrou muito boa no trajeto mas eu ainda prefiro a Operator 3 devido a ser transversal. O espaço interno e externo da Operator 1 é maior porem como é lateral, atrapalha em locais mais fechados. Ela foi pensada para uso urbano e nesse meio ela se comporta muito bem. Nossa ideia era testar em outros ambientes e foi o que fizemos. Em trilhas não muito fechadas ou que sejam mais planas ela pode ser sim uma boa companheira.

A chegada ao facão

Chegamos cansados depois das 76 curvas morro acima mas a vista foi deslumbrante. A natureza nos brindou com um lindo por do sol e isso nos encheu da boa energia da montanha.  Deixamos de montar as barracas para apreciar a despedida do astro rei nesse dia e pedir permissão a montanha para ali ficar durante a noite.

O facão é uma trilha de 3 metros de largura com uma queda de ambos os lados, porem acampamos mais a frente na formação desse facão onde seria mais seguro. Essa é a diferença de se ir com guias especializados na área. Sabem onde você deve colocar sua barraca, onde deve parar e porque. Isso faz toda a diferença se você quer ter uma boa experiencia no seu treking.

Montamos as barracas e nos aninhamos em volta de uma fogueira preparada no local com pedras. A madeira utilizada era da região porem nada que fosse extraído de forma predatória. O frio nesse momento já estava em 6º uma fogueira se tornou indispensável para aquecer a todos.

Nossos guias Vanessa e Renan nos surpreenderam com um jantar nas montanhas. Strogonof de Frango com arroz e batata palha. Pensa em um cara que queria comer as panelas depois dessa caminhada. Ninguém espera comer tão bem em um local tão inóspito não é? pois é. Gentileza e luxo de se ir com guias.

Nos refestelamos com o jantar e fomos de volta a fogueira contar histórias e olhar o céu estrelado. Todos com a expectativa do nascer do sol no dia seguinte. A temperatura continuava caindo e alguns já viam gelo se formando nas barracas.

Quando nosso guia informou que estava em 2º, resolvemos ir para as barracas e começar a se preparar para dormir.

Colocamos o restante das roupas que tínhamos levado e nos enfiamos nos sacos de dormir. A expectativa era grande para o da seguinte onde nosso destino seria o Pinheiro de Pedra.

A previsão era de que as 06:00 hr o sol já se mostrasse levantando e nos brindando com seu calor, porém isso não aconteceu. A montanha resolveu não nos mostrar toda a sua beleza nesse dia. Não dessa forma. Ela queria mostrar outras coisas e agente aceitou numa boa.

Nosso guia Renan informou que durante a madrugada a temperatura havia chagado a -2º. Eu achei que estava virando um boneco de neve pois a sensação era de muito frio. Meu saco de dormir dizia que a temperatura de conforto era 0º e devo admitir que o sentimento em relação ao frio de quem fez o saco e o meu são muito diferentes.

Outra surpresa preparada pro nossos guias. Um majestoso café da manha até com nutela, pode? Pão, queijo, presunto e café. Ahaaa! o café. Como isso revigora e esquenta o esqueleto congelado do frio.

Frio sim, mas o silencio e o local superam essas coisinhas bobas não é? SQN! Vá preparado para essas coisas ou sua experiencia será ruim e você achará que não deve fazer de novo e vai perder lindos locais.

Muita neblina e sem o sol dar o ar da graça, mas a satisfação é a mesma. muita coisa para ser vista e a neblina deixa tudo com cara de novo e diferente.

Tomamos o café e nos dirigimos ao nosso hiking do dia. Destino: O cume da Pedra Branca e posteriormente ao Pinheiro de Pedra.

A trilha lá em cima é bem aberta e se consegue ver uma boa distância. Claro que com neblina isso fica prejudicado porem ela dá uma outra cor a paisagem. Arvores com barbas de velho de cores variadas que nunca tinha visto formavam aquela cena do filme avatar.

Encontramos muitas paisagens fantásticas e até flores solitárias que se destacavam em meio a vegetação. A neblina dava o toque todo especial e até esquecemos de que o sol não estava brilhando abaixo dela. Mas a montanha quera nos mostrar outras coisas.

Chegamos ao cume da Pedra Branca e assinamos o livro dos corajosos que ali estiveram. Agora fazemos parte. Deixamos nossa marca escrita no livro e não nas pedras de arenito como infelizmente vimos em alguns locais que já visitamos.

Próxima parada: Pinheiro de pedra.

A trilha começa já no cume da Pedra Branca e tem cerca de 6km até chegar no rochedo. A maioria do trajeto é de trilha limpa e aberta, porem há uma parte estreita e com bastante taquara. Ir com uma bolsa de ataque que não enrosque é recomendado. Eu levei o cinto Fenrir + a pochete EDC e minha Operator 3.  Não tive problema algum no trajeto.

A trilha é longa mas a vista do rochedo vale a pena.

Chegar ao local foi difícil não pela trilha mas por nossa falta de preparo físico. Os outros trilheiros iam na frente enquanto Vanessa nossa guia ficava gentilmente atras e nos guiando. A vista valeu  apena e o retorno foi mais rápido.

Retornamos pelo mesmo local e de volta ao acampamento para desarmar as barracas, montar mochila e voltar a civilização.

Essa foi um pouco de nossa aventura testando equipamentos e visitando novos lugares. Em breve postarei um vídeo com o trajeto e partes do que vimos la em cima.

Esse tipo de aventura pode ser feito por qualquer pessoa, mas verifique sempre a necessidade de equipamentos e roupas de frio. Um mínimo é necessário para que sua experiencia seja boa e você queira voltar.

Procurem GUIAS que tenham autorização de entrada na área a ser visitada e com experiência no lugar. – Não se arrisque tentando fazer esta caminhada sem conhecer a região.

Nós escolhemos o Casal guia, casal na montanha para essa aventura e não nos arrependemos.

Abaixo deixo o contato para que possam em uma aventura no futuro contacta-los e se preparar para novas experiencias.

Renan Schuller – (48) 98419-3590.

Vanessa Laura Franz –  – (47)98843-8693.

Casal na Montanha no Facebook

PRONTO PARA A PRÓXIMA

 

Written by Samuel Formento

CEO Warfare – ex Policial Militar e um sobrevivente como você

 

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