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Reconhecimento Norte do Campo dos Padres
Por Vanessa.

No dia 01/03/2017  estivemos na Pedra Branca, nossa primeira caminhada exploratória de 2017. O objetivo era  o Campo dos Padres rumo ao sul, explorando atrativos naturais.

 

Chegamos por volta de 16 horas, montamos nosso acampamento na base. Seu Francisco e D. Elenita estavam por lá fazendo a manutenção dos telhados no galpão. Convidaram para tomar um café e tirar um ”dedo de prosa”. Já estava escurecendo, então decidimos ficar por ali e acordar bem cedo no outro dia para a caminhada.

Avisados de nossa ida no próximo dia, Seu Francisco e sua esposa partiram para casa. Fizemos uma janta e preparamos toda nossa mochila de ataque.  Saímos um pouco na rua para admirar a maravilhosa paisagem, um pedacinho do paraíso, muitas estrelas para iluminar aquela noite. Logo fomos para barraca para descansarmos bem para o dia seguinte.

Acordamos ainda  era escuro. Limpamos a base e começamos a nossa aventura. Em meio ao pasto  seguimos em direção a triha da Pedra Branca às 7 hrs,  passamos ao lado de algumas imponentes araucárias.

Camihamos descendo para a trilha.  Para nossa surpresa, ouvimos o som característico dos bugios.  Além é claro, de vários pássaros cantarolando com destaque especial para as arapongas e as tirivas.

Adentramos a mata ao lado do curso do Rio Águas Frias.  Subimos as intensas curvas até atingirmos os 1450 mts ás 10 hrs e 16 min.  Nesse ponto existe uma bifurcação. Do lado norte a Pedra Branca e o sul para o Campo dos Padres. Paramos para descansar na sombra, já sentindo os ventos da altitude.  A trilha estava bem fechada, porém o Renan veio preparado com seu facão.  Uma leve subida e logo já estávamos nos campos naturais, o Campo dos Padres. A cor das pastagens estava incrível com muitas flores, dentre as quais se destacam a maria mole e observando nas bordas da serra – na mata – as quaresmeiras. Toda expedição para a serra é diferente, sempre nos surpreendemos a cada ida.

 

Passamos por uma parte fechada de mato ainda seguindo ao sul. Bordeando as encostas da serra, marcamos um ponto de referência: o pinheiro solitário e a arvore torta. Seguimos em direção a cachoeira que fica para o paraíso da serra em Bom Retiro. Passando por alguns atoledos e turfas, observamos que ela estava muito longe e que precisaríamos voltar.  Avistamos um atalho em meio as turfas, seguimos em direção ao pinheiro e chegamos a conclusão de que o retorno desse trajeto  é mais interessante, menos cansativo.

No meio do caminho nos deparamos com um lajeado. E este foi providencial pois estávamos com sede e cansados. Caminhamos por dentro do riacho até encontrarmos uma queda de mais ou menos 25 mts. Esta linda queda batizamos de Cachoeira do Sol. O nosso objetivo nesse dia era descobrir uma trilha que  de acesso a parte baixa da cachoeira onde há um poço de água cristalina, porém isso acontecerá numa próxima devido a falta de tempo.

Almoçamos por ali e já aproveitando a água limpa para cozinhar. Só encontramos um probleminha, não havia nenhuma sombra, enquanto eu fazia a comida o Renan foi limpar ao redor de umas árvores, pois o calor estava insuportável. Descansamos um pouco e continuamos a nossa caminhada.

Indo em direção ao pinheiro solitário e a arvore torta, logo chegamos na descida da trilha da Pedra Branca. Estávamos com pouca água, passamos o caminho todo nos hidratando. Descemos até o primeiro riacho  e tomamos um banho refrescante. Ótima pedida para o final de trilha para renovar as energias!! Voltamos para a base cansados, porém, contentes com o resultado desta expedição.

A melhor época de subir os campos de altitude é no inverno, quando o clima é mais estável, sem mosquitos e com presença de sol e ventos.

O que encontramos lá em cima?

Também conhecida como pinheiro do Paraná as Araucárias, podem ser encontradas somente no hemisfério sul. Esta planta já ocupou uma vasta área equivalente a duzentos mil quilômetros quadrados predominando no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

 

O bugio é um primata mamífero, também conhecido como Barbado, Guariba, Gritador ou roncador. Esse animal gosta de estar próximo dos rios e longe da presença dos homens. Vivem em bandos de 3 a 12 membros, sendo comandados por um macho dominante, responsável pelo bando.Uma característica desse primata são os vários ruídos que emitem, com sentidos diferentes, segundo pesquisadores. São uivos, rugidos, gritos e gemidos altos que podem ser ouvidos por longas distâncias.

 

A araponga é uma ave também chamada de guiraponga, uiraponga, ferreiro e ferrador. Araponga é nome indígena e vem de ara (ave) e ponga (soar). Seu canto é um vibrante grito agudo e metálico ( “Tééin” ), lembra o som de um ferreiro batendo o martelo em uma bigorna.

 

A flor Quaresmeira é uma espécie pioneira, característica da encosta úmida da Serra do Mar que ocorre do Rio de Janeiro até Santa Catarina. É encontrada quase exclusivamente na mata secundária, chegando, por vezes, a dominar a paisagem e podendo viver de 60 a 70 anos. Também  conhecida como cuipeúna, manacá-da-serra, flor-de-maio, flor-da-quaresma, jacatirão-de-capote e pau-de-flor.

Trajeto:

Para fazerem este tipo de aventura, procurem GUIAS que tenham autorização de entrada na área a ser visitada e com experiência no lugar. – Não se arrisque tentando fazer esta caminhada sem conhecer a região.

 

Casal guia, casal na montanha.

Renan Schuller e Vanessa Laura Franz – (48)84193590. – (47)88438693.

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